“Variar para Ganhar”

Um conceito fisiculturista bem antigo que as evidências atuais indicam ser realmente eficiente quando se trata de superar barreiras.

Depois de algum tempo de experiência no treinamento de musculação, é necessário mudar de rotina, aplicar mais intensidade, experimentar outros exercícios, técnicas e programas de treinamento. Dar um “choque” nos músculos para despertar algum grupo muscular estancado que reluta em crescer.
Dentre os muitos métodos existentes, um que tem despertado grande interesse entre os “top bodybuilders” de uns anos para cá é o FST- 7, Fáscia Stretch Training, técnica conceituada pelo treinador norte-americano Hany Ramrod.

Fáscia é o tecido conjuntivo em que os músculos e outros órgãos do corpo estão envolvidos. Estes tecidos são elásticos, podendo, portanto, ser “esticados” (Stretch). É o que acontece quando os músculos se congestionam de sangue, ficando inflados pelo chamado “pump”, dando aquele aspecto túrgido e vascularizado.

A ideia é conseguir um “pump” ainda maior com 7 séries de um exercício em especial com intervalos curtos de repouso entre séries no final do treino de um determinado grupo muscular. Por exemplo:

Treino de bíceps:

1. Rosca Direta com Barra: 3 x 06-10
2. Rosca Alternada: 3 x 08 – 10
3. Rosca apoiada concentrada 7 x 08-12

Após a realização de dois (ou três) exercícios compostos, com intervalos maiores de repouso entre séries, realizamos 7 séries de um exercício isolado com intervalos curtos (20 a 40 segundos), o que irá provocar um grande congestionamento de sangue, fazendo a Fáscia esticar ao seu máximo.

Há muitas teorias a respeito do crescimento muscular em relação à expansão excepcional da Fáscia. O que ocorre é um grande estímulo para o aumento do músculo pela sobrecarga metabólica que implica na hipertrofia do sarcoplasma. É o que fazem os fisiculturistas na fase pré-competição, quando aumentam o número de repetições e reduzem os intervalos de repouso.

É importante estar sempre bem hidratado e dar atenção especial a um consumo maior de carboidratos, lembrando que o músculo pode conter até 75% água e que o fenômeno do “pump” ocorre em função do glicogênio que leva consigo água para o interior do músculo, na proporção de 1/3. Sem água e carboidrato esse processo é dificultado ou mesmo impossível de ocorrer.

Cuide para que as cargas sejam sempre progressivas, mesmo que haja apenas um pequeno acréscimo de peso.

Não se exceda no número de séries, nos exercícios que antecedem o movimento isolado, o aumento do volume de trabalho muscular poderá implicar ganhos menores pelo catabolismo, ou mesmo impedir o crescimento.

As séries, ao menos inicialmente, podem ser menos do que 7, assim como as repetições poderão oscilar entre 6 e 20, o importante é manter intervalos curtos entre séries e 100% de foco no treinamento.

Bons treinos!