GILBERTO ANTONIO PEDERSOLI FILHO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Estadual de Maringá para obtenção do Título de Bacharelado em Educação Física. Orientado por Dra. Patrícia Lessa.

 

UMA HISTÓRIA DA MUSCULAÇÃO COMPETITIVA NO BRASIL:
JORNAL DA MUSCULAÇÃO & FITNESS
(2002 – 2010)

RESUMO

Foi pela convivência há nove anos com a prática da musculação, sendo ela com objetivo de promover a qualidade de vida, ou seja, musculação comercial, ou mesmo por estar inserido, atualmente, em um meio competitivo junto a grandes federações, como por exemplo, a National Amateur Body-Building Association (NABBA) é que se deu a construção deste trabalho de conclusão do curso de educação física, onde objetivou-se mostrar o processo de construção e evolução da musculação com base em um dos principais veículos de informação da musculação no Brasil, o Jornal da Musculação & Fitness (JMF).

Também, para mostrar como a musculação pode se tornar algo relevante para poder se adquirir um melhor estilo de vida para quem a pratica e para aqueles que procuram o meio competitivo.

Relatos históricos originados na antiguidade grega comprovam que a musculação é considerada como uma das práticas físicas mais antigas do mundo, um exemplo de como isso é possível, basta lermos a narrativa de Milos de Crotona. Na época Milos caminhava com um animal nas costas (um bezerro) e conforme este animal crescia sua força e desenvolvimento físico melhoravam (GIANOLLA, 2003). Pode-se dizer também que foi nesta época onde se desenvolveu o método de progressão de cargas, que hoje é utilizado entre os praticantes da musculação.
Segundo Gianolla (2003), a musculação como forma de competição onde se exibem os músculos tem como dado oficial o registro da primeira competição em 1901 em Londres. Eugene Sandow, talvez o primeiro personal trainer da história, considerado o pai da musculação, foi o grande realizador desta competição, intitulada The Great Competition.

Percebe-se então que os precursores da pratica do trabalho com pesos, ou seja, da musculação, tiveram um papel muito importante disseminando-a através de seus estudos.
Inspirado por Eugene Sandow, Earle Liederman (1886-1970) contribuiu promovendo competições físicas na época escreveu livros sobre a cultura física, além da edição de revistas como a Muscle Power, onde publicava seus artigos (GARCIA, n. 63, a. XI, 2006, p. 52-54).

Em meio a história da musculação, surge Thomas Alva Edison, amigo de Eugene Sandow e conhecido por suas pesquisas, favoreceu os homens fortes da época ou também chamados de musculadores a entrarem no ramo do cinema após fazer uma rápida gravação de um minuto de Sandow enquanto se exibia mostrando toda sua grande performance com seu corpo esculpido (GARCIA, n. 65, a. XI, 2006/2007, p. 70-73).

Em meados dos anos 1960 a musculação chegou a um estado critico e quem a praticava eram os amantes deste esporte de cultuar o corpo, porém ainda assim no Brasil esta pratica ocorria com mais frequência por grupos chamados de resistência (GARCIA, n. 42, a. VIII, 2002, p. 28). Em meados de 1963 surge a Federação Paulista de Culturismo (FPC), hoje conhecida como Federação Paulista de Musculação (FEPAM).

Já em meados dos anos 1970 a questão de cultuar o corpo vigora novamente e ascende, onde a pratica da musculação é vista como algo importante, com o objetivo de se manter em forma, não somente no Brasil, mas em outros países também. Em meio as competições, a participação de mulheres só foi possível a partir dos anos 1980 quando novas categorias foram introduzidas a partir das mudanças que ocorreram nos campeonatos de musculação (GIANOLLA, n. 45, a. VIII, 2002, p. 20-24).

Desde então a pratica da musculação passou a ser procurada por um publico maior e diferenciado, pois a sua pratica age positivamente no tratamento de pessoas hipertensas, cardiopatas, obesos, favorecendo o emagrecimento, entre outros, como aumento da força e consequentemente da massa muscular (SANTAREM, 1998).

Como a procura pela pratica da musculação começou a crescer, houve a necessidade do surgimento de empresas as quais suprissem o mercado da musculação, foi então que em 1980 vieram indústrias de aparelhos para suprir o numero de academias que crescia, bem como empresas de suplementos alimentares, além da realização dos chamados cursos técnicos de musculação que ampliavam os conhecimentos técnico-científicos da área.

Hoje a musculação vem se encontrando mais difundida em nosso país, culturalmente, isso pode ser notado pelo grande numero de entidades e federações voltadas para o lado competitivo e também pelo publico diferenciado que a procuram, como crianças, idosos e também aumento do publico feminino, e o JMF teve papel preponderante nesta divulgação e trabalho de consolidação do fisiculturismo no Brasil.

[LEIA O TRABALHO COMPLETO AQUI]


BIBLIOGRÁFIA
GIANOLLA, F. Musculação: conceitos básicos. Barueri: São Paulo: Manole, 2003.
GARCIA, A. M. O surgimento da imprensa especializada: o espirito da “liga saúde e força”. In: Jornal da musculação & fitness. São Paulo, n. 62, a. XI, p. 52-54, mar. 2006.
GARCIA, A. M. Bodybuilders e o cinema. In: Jornal da musculação & fitness. São Paulo, n. 65, a. XI, p. 70-73, dez. 2006/jan. 2007.
GARCIA, A. M. O primeiro campeão mundial do Brasil – 1987. In: Jornal da musculação & fitness. São Paulo, n. 42, a. VIII, p. 28, fev. 2002.
GIANOLLA, F. Campeonato estadual paulista 2002. In: Jornal da musculação & fitness. São Paulo, n. 45, a. VIII, p. 20-24, ago/set. 2002.
SANTAREM, J. M. Saúde total: hipertrofia muscular, aptidão física, saúde e qualidade de vida. Disponível em: http://www.saudetotal.com.br/artigos/atividadefisica/hipertrofia02.asp> Acesso em: Nov. de 2013.