“Olá Dr. Santarém

Iniciei treinamento contra resistência na residencia de um idoso com 89 anos. Ele anda com uma bengala e vinha apresentando-se deprimido, cansado, e sem comparecer ao local de trabalho. O caminhar estava se tornando mais lento e infrequente.

Esse senhor já realizou, com visível incremento tanto de força quanto entusiasmo e motivação, 13 sessões programadas para 3 treinos semanais de corpo inteiro. Ele só falta para realização de exames. O câncer de próstata que o acometera no passado no entanto voltou, e dessa vez alastrou-se para ossos e pulmões. O coração também apresenta aumento.

O exercício mais desafiador, é uma flexão unilateral de quadril, feita de pé, sem sobrecarga externa, em que ele apoia-se na bengala e levanta o joelho, mais alto do que necessitaria pra caminhar. Neste momento, parte do peso corporal esta bengala, mas boa parte esta no outro membro.

Costumo ancora-lo co minha mão. Qual o impacto do câncer ósseo, na resistência dos exercício? Estarei iniciando minha busca, mas aceito desde já indicações bibliográficas, inglês não é problema.” – Denilson

 

Resposta: Dr. José Maria Santarem
Dr. Jose Maria SantaremOlá, Denilson.

O câncer ósseo pode fragilizar ossos ao ponto de fraturas com mínimas sobrecargas. Levantar-se, caminhar ou sentar-se podem produzir fraturas, mas não é possível evitar essas atividades. Sem uma cintilografia óssea não podemos saber aonde estão as lesões, para evitar sobrecargas.

Os exercícios multiarticulares que você realiza são menos perigosos.  A extensão de joelhos pode ser perigosa se houver lesões nos ossos das pernas.

Recomendo manter a programação sem a extensão e solicitar a cintilografia para a médica.

Abraço, Santarem