“Gostaria de esclarecer uma dúvida: meu pai tem mal de Alzheimer e Parkinson e estava bem mal da memória, sem coordenação, bem mal mesmo. Foi receitado e, por sugestão minha, começou a frequentar uma academia. A melhora foi espantosa, voltou praticamente ao normal, só não estava dirigindo por insegurança.

Mas retornando ao médico, este o proibiu de fazer musculação, dizendo que quem tem essa doença não convém, pois enrijece os músculos… resumindo, regrediu quase tudo de novo. Realmente, quem tem essa doença não convém praticar esse tipo de esporte? Obrigado pela atenção.” – Marcos Z.

 

Resposta: Dr. Lucas Caseri Câmara
Dr. Lucas Caseri CâmaraNunca li nada a respeito de “Alzheimer” ou “Parkinson” serem contra indicações para a realização de musculação. Além do mais, ressalto que é cada vez mais comum na literatura a ocorrência de estudos envolvendo musculação nestas doenças, documentando melhoras significativas em diversos parâmetros de aptidão física e, também, demarcadores das próprias doenças.

Minha sugestão é: a) não comentar mais com o “seu medico”, ou b) mudar seu medico. O que enrijece os músculos é a doença espástica, NÃO musculação.

Comentário do leitor Marcos: Achei isso um absurdo!! Em junho houve uma palestra no Instituto Biodelta sobre Alzheimer e Atividade Física, que tem tudo a ver com este assunto. Sugiro que a Revista M&F publique uma matéria sobre pessoas com doenças neurológicas que praticam musculação. Acredito que esclareceria muitas mentes desatualizadas como a desse médico que o leitor mencionou no e‑mail.

Tenho muito interesse neste assunto (musculação e doenças neurológicas), inclusive o Dr. Santarem está me ajudando com algumas dicas e já indicou até um livro, porque eu não sabia por onde começar.