No artigo de hoje, falarei brevemente um pouco das recentes descobertas científicas realizadas na área da Farmacologia e Nutrologia Molecular, principalmente no que se refere a compostos químicos encontrados nos alimentos, aonde daremos destaque nesse artigo, para a canela em pó.

A canela é fonte de diversas substâncias químicas importantes para saúde e equilíbrio do organismo humano, e vou falar de uma substância com nome difícil de se pronunciar, chamada de Methil Hidróxi Chalcona.

Tal substância denominada de Methil Hidroxi Chalcona ou MHCP (methyl hydroxy chalcone polymer) é um polímero extraído da canela, que possui um mecanismo de ação, com características capazes de imitar a ação do hormônio insulina, além de aumentar a sensibilidade dos receptores de insulina no organismo, denominados de GLUTES, favorecendo o aproveitamento da glicose celular (que é um alimento para as células).

Ao imitar a ação da insulina no organismo, a canela faz com que os níveis de glicose do sangue, diminuam sendo de fundamental importância ao equilíbrio interno das células do organismo, uma vez que níveis crônicos elevados de glicose sanguínea promovem uma resistência periférica insulínica, podendo contribuir para o aparecimento de diversas doenças, principalmente as doenças crônicas inflamatórias e diabetes mellitus.

O quadro clínico de resistência periférica a insulina ou diabetes Tipo II, pode estar associado a outras alterações metabólicas como hipercolesterolemia (aumento dos níveis de colesterol humano), estresse oxidativo (formação de radicais livres), obesidade, dentre outros, desse modo, a molécula polímera MHCP presente na canela, tem uma ação importante no metabolismo humano de modo geral, contribuindo para o equilíbrio bioquímico do mesmo.

 

Canela em pó versus Metabolismo Esportivo (Emagrecimento e Hipertrofia Muscular)

 Como dito acima, qualquer substância que possa imitar a ação da insulina, passa a ter características parecidas com o hormônio em questão, nesse caso, a canela através da substancia MHCP, passa a influenciar positivamente o metabolismo esportivo, uma vez que ao se comportar de forma parecida com a insulina, passará a ter características bioquímicas anabólicas e anticatabólicas, favorecendo ao ganho de massa muscular e hipertrofia, auxiliando também no emagrecimento.

Quando falamos de músculos, podemos afirmar que os mesmos são constituídos de proteínas e que as proteínas, são criadas a partir de estruturas celulares (organelas) denominadas de ribossomos e uma das substâncias que ativa a ação dos ribossomos para síntese protéica (anabolismo) é o hormônio insulina.

De acordo com o nosso livro de cabeceira, o famoso Tratado de Fisiologia Médica Guyton, que nós pesquisadores tanto gostamos:

Ao ser secretada, a insulina “liga” o maquinário celular ribossômico, responsável por desencadear reações de ganho de massa muscular e emagrecimento, sendo que sem a ação desse importante hormônio, os ribossomos param de funcionar, como se a insulina tivesse um mecanismo de liga e desliga ribossômica, o que classifica esse hormônio, como uma das moléculas obrigatórias para o equilíbrio bioquímico do organismo humano.

Para encerrar, podemos dizer que a molécula fitoquimica MHCP, extraída da canela, é uma descoberta recente, sendo ainda alvo de grandes estudos para se obter maiores detalhes e descobertas de seus mecanismos de ação no organismo humano, porém inicialmente, a canela se mostra promissora em alguns sentidos, dentre eles no metabolismo da glicose, interferindo na qualidade de vida e longevidade dos seres humanos, bem como no metabolismo energético na área esportiva, com eventual ação na melhora da composição corporal, tanto para criar condições anabólicas de ganho de massa muscular, como também sendo auxiliar no emagrecimento.