Por razões não muito claras, parece existir um movimento político conservador que se opõe ao uso da testosterona em homens mais velhos. Isso ficou claramente demonstrado pelo informe do “Institute of Medicine” que alegou que a testosterona não está ainda no momento de atingir as massas, por faltarem evidências, ou seja, estudos, para provar a sua eficácia (1). Nessa mesma linha, as diretrizes da “Endocrine Society” sobre o uso da testosterona em homens mais velhos é ultraconservadora (2). Felizmente existem outras diretrizes e posicionamentos bem mais liberais (3‑5).

É provável que nenhum outro tópico da medicina tenha sido tão bombardeado por opiniões de experts de todos os tipos: endocrinologistas, psiquiatras, urologistas e gerontologistas; das agências reguladoras às indústrias farmacêuticas e de entretenimento. O resultado dessa ampla cacofonia gerada pela diversidade de opiniões é um bocado de confusão, informações incorretas e prejuízos tanto para médicos como pacientes.

A seguir faremos uma análise profunda das razões por trás do negativismo associado à reposição masculina da testosterona e o quanto a evidência científica lhe é explicitamente favorável.

 

Reposição hormonal com testosterona - homens mais velhos

► ALEGAÇÃO INFUNDADA 1:

Não existe evidência de que a testosterona seja benéfica a homens mais velhos

EVIDÊNCIAS: Vários estudos com controle de placebo demonstraram os efeitos salutares da terapia de testosterona em homens mais velhos (6‑11). A terapia com testosterona claramente melhora a função sexual (tanto a libido quanto a função (12) ejaculatória e a ereção) nessa faixa etária (12). Adicionalmente, a suplementação de testosterona em homens com hipogonadismo marginal aumenta massa muscular (13‑17), diminui a gordura (14,15,17) e aumenta a força (8,13,16,17).

Também existem evidências do aumento da densidade mineral óssea (18,19); e consequente combate à osteoporose; melhora da função cognitiva (tanto no Alzheimer quanto em idosos normais) (20‑22); no humor (16,20,23); e também o alívio da depressão (24).




Estudos recentes também demonstram que a terapia com testosterona melhora significativamente os sintomas de deficiência de androgênios (incluindo a disfunção erétil) e também o controle metabólico (redução da glicose sanguínea e da hemoglobina glicada – HbA1c) (25), enquanto diminui a gordura abdominal (25).

Esses benefícios foram observados sem qualquer efeito adverso na pressão arterial ou nos parâmetros hematológicos como a bioquímica e os lipídios (25). A testosterona em gel demonstrou reverter a síndrome metabólica e melhorar o controle glicêmico em homens com níveis de testosterona plasmática abaixo do normal (26).

Reposição hormonal com testosterona - idade

A melhora no controle glicêmico; resistência a insulina; colesterol e adiposidade visceral observada nesses estudos demonstram que a terapia com testosterona contribui para redução do risco cardiovascular.

É estranho o fato de que o tratamento da deficiência de testosterona provocada por doenças que afetam o hipotálamo, a pituitária ou os testículos, tenha sido aceita por décadas, a despeito da falta de evidências naqueles tempos, ao passo que a deficiência de testosterona causada pelo envelhecimento seja um tabu, a despeito da abundância de evidências científicas atuais demonstrando benefícios significativos.

Parece que tanto os médicos quanto as agências reguladoras se sentem muito mais confortáveis em tratar os idosos com drogas questionáveis, que provocam muito mais danos do que benefícios, tanto em relação a qualidade de vida, câncer e mortalidade (27‑47), do que utilizar a testosterona, uma droga que promove melhoras não somente na qualidade de vida e em importantes sintomas, mas que pode também reverter a sarcopenia e a fragilidade (48‑54). Que tem efeitos bem documentados no bem‑estar, na independência física, na morbidade e mortalidade. É um caso gritante de medicina baseada em “eminência” ignorando aquela realmente baseada em “evidência”.

 

Reposição hormonal com testosterona - cancer de prostata

► ALEGAÇÃO INFUNDADA 2:

Testosterona aumenta o câncer de próstata

EVIDÊNCIAS: O conceito mais difundido em relação ao tratamento com testosterona é o seu efeito na saúde da próstata. Por décadas, a visão “testosterona é ruim pra próstata” permaneceu inquestionável. Embora o PSA (antígeno específico da próstata) aumente em resposta ao tratamento com testosterona (55,56), pesquisas recentes demonstram que o medo do desenvolvimento do câncer de próstata com o uso de testosterona não tem base científica (57‑59).

Estudos mecanicistas demonstram que o desenvolvimento e o crescimento do câncer de próstata é muito mais complexo que a simples falta ou excesso de androgênios: hormônios não esteroides (insulina, leptina, glicocorticoides e hormônio de crescimento), predisposição genética, inflamação e fatores ambientais parecem ter uma contribuição muito mais significativa (60). O quebra‑cabeças continua em outras situações, por exemplo: a linhagem de células cancerosas da próstata que necessita de uma estimulação inicial dos androgênios para crescer é eventualmente suprimida por esses mesmos hormônios (60).

Outra evidência de que as coisas não estão claras na relação entre a testosterona e o câncer de próstata é que o mesmo se manifesta em homens já idosos, num momento em que a testosterona se encontra em níveis reduzidos (61). Adicionalmente, não existe evidência prospectiva de que a testosterona esteja correlacionada com o câncer de próstata (62), e estudos retrospectivos não conseguiram demonstrar um aumento nos casos de câncer em homens tratados com testosterona (63).

 

Reposição hormonal com testosterona - cardio

► ALEGAÇÃO INFUNDADA 3:

Testosterona aumenta o risco cardiovascular

EVIDÊNCIAS: Outro debate se concentra na possibilidade de um aumento do risco cardiovascular durante a terapia com testosterona. Embora seja correto que doses suprafisiológicas testosterona, como as administradas por atletas, aumentem vários dos fatores de risco associados a doença cardíaca (64‑66), esse não é o caso quando falamos de terapia de testosterona com a finalidade de trazer os níveis reduzidos desse hormônio a uma faixa de normalidade (59).

O contra‑ataque da máfia antitestosterona é um estudo que foi finalizado antes de sua conclusão porque eventos cardiovasculares adversos foram mensurados no grupo tratado (67). No entanto, no caso desse estudo em particular, os efeitos adversos podem ser explicados pela alta prevalência de fatores de risco nos participantes, mesmo antes do início do estudo.

Efeitos adversos da terapia com testosterona incluem um aumento na hemoglobina e no hematócrito (volume percentual de célula vermelhas no sangue) (59,68) e uma pequena redução no HDL (o “bom” colesterol) (59,69). No entanto, idosos com baixa testosterona tendem a possuir também um hematócrito reduzido, e apresentam anemia frequentemente (deficiência de hemoglobina) (70), dessa forma, esse efeito colateral pode ser na verdade positivo.

O aumento da viscosidade do sangue devido ao hematócrito pode ser aliviado com óleo de peixe (71), enquanto a redução no HDL pode ser controlada com restrição de carboidratos (72) e/ou niacina (vitamina B3, a forma mais eficiente de se aumentar o HDL) (73,74), e um aumento moderado nos níveis de atividade física (75‑78).

Devemos observar que a pequena redução no HDL é primariamente observada em injeções intramusculares de testosterona (69), e não nas preparações transdermais em gel (79). Ao contrário, está bem documentado que a baixa testosterona na realidade aumenta o risco cardiovascular (80,81). Seguindo a recente reavaliação da ortodoxia acerca do efeito protetor do estrogênio, a pesquisa empírica floresceu em relação ao papel dos androgênios na saúde cardiovascular.

Estudos observacionais demonstram que os níveis de testosterona no sangue são consistentemente mais baixos em homens com doenças cardiovasculares (80,81), sugerindo um papel preventivo da terapia com testosterona. Em homens de meia idade e em idosos, níveis reduzidos de testosterona estão associados à resistência a insulina, síndrome metabólica e diabetes, além de condições correlatas que predispõem a doença cardíaca (82).

Níveis reduzidos de testosterona predizem eventos cardiovasculares, como o derrame e o ataque isquêmico em homens mais velhos, e estão associados também à mortalidade geral (82). Estudos randomizados demonstraram que a suplementação com testosterona em homens que já possuem doença coronariana pode proteger contra o ataque cardíaco (isquemia do miocárdio) (82).

 

Reposição hormonal com testosterona - andropausa

► ALEGAÇÃO INFUNDADA 4:

Não existe andropausa

EVIDÊNCIAS: Embora a andropausa, redução progressiva da produção de testosterona no homem em processo de envelhecimento exista inquestionavelmente e necessite de tratamento, o debate tem sido se o termo “andropausa” por si só faz uma boa descrição do fenômeno observado. Os termos “andropausa” ou “menopausa masculina” não são completamente corretos, uma vez que a secreção dos androgênios não cessa completamente como o termo “pausa” pode sugerir (83,84).

O termo menopausa é correto para as mulheres, uma vez que o ciclo reprodutivo invariavelmente termina, com a falência dos ovários e a cessação abrupta da produção de estrogênio, junto aos sintomas associados. No homem, no entanto, a redução da testosterona é um processo gradativo e o aparecimento de suas manifestações clínicas é mais sutil e se desenvolve com o tempo. Isso infelizmente causa uma tendência em muitos homens mais velhos, que sofrem, ao ignorar os sintomas e aceitá‑los como uma inevitável consequência do envelhecimento. A aplicação de um questionário em profissionais de saúde reportou que seus pacientes nunca ou raramente questionaram sobre níveis baixos de testosterona (85).

Vários pesquisadores proeminentes têm defendido fortemente a conscientização sobre a andropausa e o aumento de suas consequências (83,86,87). O termo “climatério masculino” é mais apropriado, à medida que ele indica um declínio, e não uma queda precipitada nos níveis hormonais (88). Esse termo se refere à síndrome que envolve mudanças endócrinas, somáticas e psíquicas no homem normal que envelhece.

Reposição hormonal com testosterona - estrogenio

Esse termo é bom por enfatizar uma natureza multidimensional das mudanças que ocorrem com a idade, incluindo a redução de hormônios importantes como o GH, IGF‑1, DHEA e melatonina (89‑91), e não apenas os aspectos do envelhecimento associados aos níveis de testosterona. A andropausa também tem sido citada por alguns profissionais da área médica como “deficiência de androgênios no homem em envelhecimento” (“ADAM”); ou “deficiência parcial de androgênios em homens envelhecendo” (“PADAM”); ou “deficiência de androgênios associada ao envelhecimento” (“AAAD”) (84).

Andropausa, no entanto, é o termo mais comumente usado pelos experts do campo, por reter alguma analogia ao termo menopausa das mulheres (83). De qualquer maneira, o que é um nome?

 

► ALEGAÇÃO INFUNDADA 5:

Uma vez que a reposição hormonal com estrogênio em mulheres na menopausa se mostrou ruim, a reposição de testosterona no homem também deve ser ruim

EVIDÊNCIA: Essa afirmação tem uma lógica irracional gritante, e constitui uma extrapolação injustificável.

 

Reposição hormonal com testosterona - sexo

► ALEGAÇÃO INFUNDADA 6:

Carma ruim: é por causa do sexo

REALIDADE: A terapia com testosterona é um assunto delicado porque envolve o prazer sexual. Mesmo na era do Viagra, as atitudes ligadas ao sexo permanecem arcaicas: “imagine… se você der testosterona a um velho, ele pode querer fazer sexo!”. O uso da testosterona para mulheres encara um dilema similar (92‑95).

 

► AFIRMAÇÃO INFUNDADA 7:

Se a testosterona se tornar um tratamento popular para os idosos, será abusada pelos jovens adultos

REALIDADE: O abuso da testosterona vai ocorrer independentemente de ela se tornar disponível ou não para os idosos.

 

CONCLUSÃO

A deficiência de testosterona em homens mais velhos (hipogonadismo) é muito comum (52,96,97) (perto de 50% dos homens acima dos 50 anos são deficientes em testosterona livre se comparados às concentrações matinais de pico em homens jovens) (91), e no entanto, somente uma pequena fração de homens hipogonadais estão recebendo testosterona (98).

No final das contas, o ponto de vista político fica nos olhos de quem observa. Fica claro que existe um clima político remando contra a terapia de reposição da testosterona em homens mais velhos, a despeito da esmagadora evidência científica que dá suporte a essa abordagem como uma estratégia válida para promover a saúde e a longevidade.

 

NOTA: Traduzido do artigo escrito por Monica Mollica, mestre em Nutrição, no link a seguir, onde se encontra o texto original em Inglês: https://www.agelessforever.net/anti-aging-news-blog/testosterone-replacement-therapy-why-is-it-so-controversial

Nota do editor

Prof. Eugenio Koprowski– Prof. Eugênio Koprowski
Existe muita polêmica e posições individuais sobre o tema. Todas bem baseadas a favor ou contra o uso. Mas devemos nos ater nas pesquisas independentes e realizadas com populações, onde não há o interesse de proteger opiniões ou o comércio destes produtos. O artigo do Dr. Santarém, abaixo, mostra bem essa posição da ciência não compromissada com interesses além da saúde das pessoas.

“A reposição hormonal com testosterona em homens só tem uma contraindicação absoluta: câncer de próstata diagnosticado ou suspeito.” – Dr. Jose Maria Santarem

Leia mais:

Reposição Hormonal com Testosterona

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Personal Trainer, Consultor, Palestrante, bacharel em Educação Física com enfase em fitness, especialista em Traumato Ortopedia e Nutrição Esportiva. Atleta e Árbitro de Powerlifiting.